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Sábado: o dia que mais vende e menos responde

No salão e na barbearia, a mensagem fica sem resposta justo no dia de maior movimento. Não é desorganização: é que quem responderia está com a mão ocupada.

por Marco Cianci ·

Sábado é o dia de maior faturamento de quase todo salão e barbearia. É também o dia em que mais mensagem fica sem resposta.

Isso não é contradição, é consequência. Quem responderia o WhatsApp está com a tesoura, o pincel ou a máquina na mão.

O problema não é preguiça, é física

Durante a semana existe intervalo: um cliente sai, o outro não chegou, dá para olhar o celular. No sábado a agenda encosta um atendimento no outro de propósito, porque é o dia que paga o mês.

Então acontece o seguinte: a mensagem chega às 10h40 e é lida às 15h. Quem mandou já resolveu de outro jeito, porque quem procura salão no sábado de manhã geralmente quer o mesmo sábado.

O intervalo entre a pergunta e a resposta é o produto inteiro. Depois de certo ponto, responder deixa de ter valor.

O que dá para responder sem uma pessoa

Boa parte do que chega não precisa de julgamento nenhum:

  • Preço de serviço padrão: corte, barba, escova, unha. O valor é o mesmo para todo mundo.
  • Horário de funcionamento e endereço: e se tem estacionamento, e se atende sem hora marcada.
  • Se tem horário hoje: que é a pergunta mais comum, e a que mais depende de olhar a agenda.
  • Formas de pagamento.

O que não dá para automatizar é o que exige avaliação: se um cabelo aguenta a descoloração, quanto tempo leva um procedimento específico, se vale fazer duas coisas no mesmo dia. Isso vai para uma pessoa, e deve mesmo.

O erro de configurar isso como robô

A tentação é responder tudo com um texto só, e a conta não fecha: cliente de salão percebe robô em duas mensagens.

O que funciona é o contrário do menu numerado. Responder a pergunta que foi feita, com o preço certo do serviço certo, e passar para uma pessoa assim que a conversa sair do previsto. Quem assume precisa ver o que já foi dito, senão o cliente repete tudo e a automação vira atrito em vez de ajuda.

Vale medir antes de decidir: quantas conversas chegam no sábado, quantas viram horário, e quanto tempo alguém gastou respondendo. A conta é a mesma de sempre, e o resultado pode ser que no seu caso não compensa. Aí é resposta também.