Quando o follow-up deixa de caber na planilha
A planilha registra bem o que já aconteceu. O retorno é sobre o que ainda não aconteceu, e essa é a coluna que nenhuma planilha cobra de ninguém.
por Marco Cianci ·
Planilha é ótima para registrar o que aconteceu. Follow-up é sobre o que ainda não aconteceu, e é aí que ela falha: uma linha parada não avisa ninguém.
O orçamento sem retorno não gera erro, não fica vermelho e não aparece em nenhum relatório. Ele simplesmente envelhece até o cliente comprar em outro lugar.
O que a planilha guarda e o que ela não cobra
Ela guarda nome, telefone, valor e data. O que ela não faz:
- Não lembra ninguém. A data do próximo contato é um texto numa célula, e texto não toca.
- Não sabe de quem é. Com duas pessoas atendendo, ou os dois ligam para o mesmo cliente, ou nenhum liga.
- Não guarda o que foi dito. O combinado ficou na conversa do WhatsApp, no celular de quem atendeu.
- Não mostra o que está parado. Para descobrir o que travou, alguém precisa ler a planilha inteira de propósito, e ninguém faz isso numa terça movimentada.
A conta do que não foi retomado
Vale fazer com os seus números, porque ela costuma assustar.
Uma empresa que envia 30 orçamentos por mês e não retoma 10 deles está deixando 10 decisões na mão do cliente. Se o ticket é de R$ 800 e apenas dois desses dez fechariam com um único retorno, são R$ 1.600 por mês que já estavam pagos: o anúncio, o atendimento e a proposta já custaram.
É por isso que follow-up é a parte mais barata da venda. O caro já foi feito antes.
Os três sinais de que passou do ponto
- Duas pessoas no mesmo número. Quando mais de um atende o mesmo WhatsApp, a informação de quem falou o quê deixa de existir no mesmo dia.
- Responder exige rolar a conversa. Se descobrir o que foi combinado leva mais de dez segundos, o histórico não está organizado, está arquivado.
- O dado morre no aparelho. Quem atendeu sai de férias, e o cliente vira desconhecido.
Nenhum dos três é sobre tamanho de empresa. Todos são sobre quantas mãos passam pelo mesmo contato.
Quando a planilha ainda basta
Uma pessoa vendendo, poucos negócios abertos por vez, ciclo curto e memória boa: a planilha basta, e trocar é gastar à toa. Ela é rápida, não tem mensalidade e todo mundo sabe mexer.
O que a substitui não precisa ser complicado. Precisa fazer três coisas que a planilha não faz: cobrar o retorno na data, mostrar o que está parado sem ninguém procurar, e manter o histórico fora do celular de uma pessoa só. Se a ferramenta que estão te oferecendo faz muito mais do que isso e nada disso, é a ferramenta errada.
E antes de comparar mensalidade, vale saber que a maior parte do custo do primeiro ano não está na mensalidade.
Ver como a Cianci resolve isso na prática
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